EPITÁFIO
Em um lapso tudo termina no estalo vazio que te leva nas garras perpétuas do não ser serpente que se enrosca quente no teu pescoço frio e dormente aproveita cada abraço sagrado cada beijo oferecido ao teu corpo cada criatura que te faz sonhar logo estarás numa rua deserta seguindo apenas os teus passos não deixes que a magia se esvaia por entre os teus dedos de pedra e caia no chão sangrento das feras reluz a cada raio de luz enviado e não te esqueças de nós também somos feitos de ti quando fores embora leva a tua saudade e não batas a porta perdoa-nos a maldade ainda estamos por aqui

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