Devaneios........
ACSA EDUARDA
Já se passaram 19 anos
Já se passaram 19 anos
Não planejei te amar. Quando te vi, me apaixonei...
Instantaneamente – simples assim.
prostrei-me agradecido
Arrebatado, em serena entrega,
Por tanta força inundada a minha vida, e tanta luz.
E assim, abençoada, te aceitei como dádiva
De amor irrestrito, sem fronteiras nem abismos.
Fiz da benção, o compromisso, de sempre cuidar de você.
Você ali, no meu colo, aliviando o seu coração, se alimentando em meu peito
prostrei-me agradecido
Arrebatado, em serena entrega,
Por tanta força inundada a minha vida, e tanta luz.
E assim, abençoada, te aceitei como dádiva
De amor irrestrito, sem fronteiras nem abismos.
Fiz da benção, o compromisso, de sempre cuidar de você.
Você ali, no meu colo, aliviando o seu coração, se alimentando em meu peito
Se não amor, gratidão, senão carinho, respeito.
Hoje, realidade..
Hoje, realidade..
dilemas, que me importam , são o meu foco na vida.
Quero sim, neste mundo, ser o teu melhor amigo.
Quero sim, neste mundo, ser o teu melhor amigo.
Ser o que a mim couber, nas diferentes fases da vida
Preparando as tuas asas , e servindo-te de guarida.
No que a vida me reservar, sem murmúrio ou penar
Quero ser porto seguro, para onde possas voltar.
E agora ao te assistir desbravar a vida, voar
Cabe a mim te ouvir, consolar
Quero ser seu parceiro e fã, quero ser não só amigo,
quero ser tua Pai.
E, lado a lado, sem mentir pra você,
Quero ser cúmplice e par
Às vezes ombro, às vezes carga
Mas sempre porto, sempre Lar.
Entre erros e acertos rir, se apaixonar
Ensinar o que sei, aprender com você
Exercer o perdão, torcer, esperar, e ceder.
Preparando as tuas asas , e servindo-te de guarida.
No que a vida me reservar, sem murmúrio ou penar
Quero ser porto seguro, para onde possas voltar.
E agora ao te assistir desbravar a vida, voar
Cabe a mim te ouvir, consolar
Quero ser seu parceiro e fã, quero ser não só amigo,
quero ser tua Pai.
E, lado a lado, sem mentir pra você,
Quero ser cúmplice e par
Às vezes ombro, às vezes carga
Mas sempre porto, sempre Lar.
Entre erros e acertos rir, se apaixonar
Ensinar o que sei, aprender com você
Exercer o perdão, torcer, esperar, e ceder.
Ps....dedicado a minha filha Acsa Eduarda de Campos
O MAR...
Poesias....por Duda Campos Show
AMOR QUE TIVE......
Do amor que tanto tive,
já não mais eu tenho!
Somente na lembrança, eu mantenho...
o amor que, em mim, Tão pouco vive.
.
Sinto o fogo que arde sem se ver,
rico de tantas contradições.
Mas tem quem o diga. Oh, Camões...
Do amor que tanto tinha, mas nada hoje tem á ter.
.
Se bem tenho, pouco sinto.
Mas se sinto, não finjo meu humor,
e embora eu finja, já sei eu que minto,
.
Tentando enganar-me esse temor,
que nasce do nada, e assim, pressinto...
Mas, Tão contrario a se é o mesmo amor?
FLOR..........
Rosa, que nasce em meu jardim e encanta-me com tua alegria,
trazes contigo a felicidade, a calma, o bem que eu tanta queria.
Teu cheiro paira sobre o ar, carregado pelo vento.
tua forma delicada, simboliza o mais linda sentimento...
Entrego-te a quem eu muito amo, ou para alguém que se encontra triste.
Tua presença e inigualável. Ao perfume ninguém resiste.
Rosa, flor de puro romantismo e de pura paixão
Nasce da úmida terra, mais cresce viva dentro do coração.
CORAÇÃO IDOSO....
Tentei por vezes esquecer, não consegui.
tentei conhecer outras pessoas, mas eram todas iguais.
Procurei outros caminhas, mas não os segui...
Encontrei muitas aventuras, mas todas desiguais.
Nada volta, nada muda como tempo.
E a lembrança, quanto mais viva, mais se tem saudade.
Lembrança, mesmo com o soprar do vento
ou quando tentamos esquecer essa triste realidade.
Me culpo por isso ter acontecido,
por não ser forte obstante.
Sabendo que poderia ter impedido,
se não tivesse exitado naquele instante.
Oh, como me machuco por isso,
como me dói relembrar.
Daquela moça, que eu em meus sonhos não preciso,
mas, há quem eu posso enganar?
Ela, minha vontade em carne viva,
mais agora, de mim esta distante.
Uma triste escolha decisiva
que não pude perceber que era tão importante.
Não posso mais me deixar levar por essa lembrança,
não posso me ferir com tais pensamentos.
Deixarei que me consuma essa pouca esperança
que alimente esses meus tolos sentimentos.
MEMORIAS......
Mais uma vez, as memorias voltam a me assombrar
lembranças que machucam e me
fazem chorar.
cada memória uma nova dor...
cada lembrança de quem um dia
dei amor.
tantas lembranças que tentei apagar da minha emoção,
sem saber que
estavam presas em meu coração.
quantas vezes tentei esquece?
quantas vezes
não pude ver?
um erro doloroso que um dia cometi,
uma dor mais forte,
quando á vi partir.
levando em você os meus sonhos,
tirando seu rosto dos
meus olhos.
Mais uma vez as memórias voltaram,
memórias de todos os
momentos felizes que passaram...
mas, ao final de uma musica me fez
relembrar.
de que um dia, um alguém me fez acordar.
uma musica que me faz
lembrar esse alguém,
de quem um dia eu amei, e que me fez tão bem.
minha
esperança ainda mora em mim.
esperança de que um dia, isso tudo tenha
um fim.
esperança de que todos os meus pedaços sejam colocados no
lugar.
colocados pelas mãos de quem os fez quebrar...
esperança de que
minhas lembranças se tornem realidade,
e que eu ame não só um momento, mas um
amor de verdade.
Um olhar.......
Um olhar tão doce capaz de te fazer chorar
Um coração tão generoso que nunca se viu igual
Um encanto de se ver e um jeito doce de falar
Um ser tão especial capaz de passar pelas guerras
E vencer todas as batalhas sem medo de voltar
Um gesto tão lindo e uma vontade de tocar
No maior dos sentimentos , aqueles adormecidos
Uma pele tão macia de se sentir
E que olhar tão doce e tão singelo
Parece algo raro , um raridade
Uma magnifica expressão da vida
E ao mesmo tempo tão frágil
Tão selvagem e quão iluminado ,
Um rabisco de felicidade,
Dentro de um esboço num papel dobrado
Um presente embrulhado no melhor papel
Uma joia rara de se ver,
Cravejada de diamantes do mais bruto
Onde lapidou-se o melhor dos seres jamais existente
Dentro de uma caixa de presente ,
E fica num lugar onde pulsam as emoções
Que nascem as canções
Que brota a pureza de dentro para fora
Um lugar já mencionado antes
De onde vem a inspiração
Que o mantem vivo ,
Na pureza do coração .
O Jardim......
Preciso me refugiar em um lugar bem longe daqui
Muito além do que os olhos possam ver
Bem longe da sociedade e tão perto de ti
Um lugar onde somente eu saiba onde fica
Vou te dar uma dica
Fica no mesmo lugar onde eu lhe vi pela 1º vez
Um lugar perdido no meio do nada
E achado no meio do tudo
Do tudo que lhe faz feliz
Um lugar que eu sempre quis
Um lugar que eu mesmo criei
No jardim ondem as mesmas folhas secas
As mesmas de ontem caíram e brotaram
E de onde nasceu o fruto da amizade
Quando eu quero te ver ,e você não está aqui
Corro para o jardim , desço as escadas do abismo
E chegando lá posso te materializar
E ser feliz por um instante .
Posso me perder por um momento , quando
Milhares de Girassóis me guiam até você
Passo por um emaranhado de espinhos até
Chegar no meio do jardim , florido
Completamente magnifico,cheio de Tulipas e orquídeas
Vejo uma vermelha e me chama a atenção quando no meio
Uma se destaca , muito diferente das outras
Meio opaca mas com uma forma linda
De cor branca e pele macia
A mesma que sempre toco
A mesma que me tira o folego
E me tira do foco .
E sempre quando sinto saudade sempre vou ao Jardim
E crio uma paisagem onde sempre há um novo dentro
Do que já havia antes e fica mais belo a cada visita
Quando você me avista e passa pelas escadarias
Que dão acesso ao jardim meu coração dispara....
E eu pego a mais bela e doce das frutas que o jardim produz
E te entrego , tem sabor diferente ,um sabor de quero mais
Um aroma suave e perfume ardente , que afaga
Uma luz que nunca se apaga
No jardim tudo é surreal e verdadeiro
Tudo é perfeito , não existe medo
O medo fica do lado de fora
Só existe o AMOR
Não há mal nenhum , pois no jardim
Não entra ódio e nem maldade
Só existe eu e você na mais completa FELICIDADE
Vou jogar no mar todos os meus medos
E deixarei levar para bem longe de suas águas.
Vou jogar no mar ...
Todo meu ódio e meu pior defeito
Meu orgulho ,meu ego e meu preconceito.
A respeito de tudo e daquilo que me faz
Permanecer em pé para mais um dia de luta.
Vou jogar no mar todas as circunstancias,
As dificuldades, os problemas , os dilemas .
As minhas roupas velhas e rasgadas e meu lençol.
Vou jogar no mar toda minha ansiedade de ter que
Suportar tudo para poder viver de verdade.
Vou jogar no mar um pedaço de carne
Pare que os tubarões não passem fome
Vou jogar no mar todo o meu erro
De errar em não aceitar a realidade
Esculpida na pedra da verdade .
Vou jogar no mar um pouco de mim
Para que os corais se multipliquem e
Que criem arrecifes.
Vou jogar no mar o mais obscuro pesadelo
O mais temível segredo, o maior desalento.
Vou jogar meu passado amargo no mar
Do esquecimento.
E por fim vou me lançar ao mar tornado-me parte dele
Como num sonho onde tudo parece real.
Mergulharei nas águas mais profundas
Só pra buscar a pérola mais bela do oceano
sob a lua que prateia na maré
Vou mergulhar no desejo mais insano
Debaixo deste céu de estrelas
Navegar pelo seu corpo
Até me cansar
E então jogarei uma garrafa ao mar
Dizendo...
Mar ....Eis aqui o meu maior desejo ,
O de te dar um beijo....
Abra os olhos....
Quantas vezes a letra da musica o fez chorar
Já conheceu alguém por acidente .
Já teve que se desfazer de algo que amava muito?
uma pessoa por exemplo.
Imagina se desfazendo de um filho
Seria perturbador .
já disse adeus e voltou atrás
Imagina um balão de gás
se você não segurar firme ele vai subir
é assim com as pessoas
ou cuidamos ou deixamos ir
Imagina um campo de centeio
sendo levado pelo vento
É a hora do adeus
onde tudo se apaga.
Abra os olhos do seu coração
e deixe a musica tocar.
quem sabe assim
ela te traga de volta.
Uma Mensagem de Amor
Os livros na estante já não tem
Mais tanta importância
Do muito que eu li
Do pouco que eu sei
Nada me resta
A não ser a vontade de te encontrar
Motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor
Uma mensagem de amor
À noite eu me deito
Então escuto a mensagem no ar
Vagando entre os astros
Nada me move
Nem me faz parar
A não ser a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor
Quando fecho meus olhos....
Os livros na estante já não tem
Mais tanta importância
Do muito que eu li
Do pouco que eu sei
Nada me resta
A não ser a vontade de te encontrar
Motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor
Uma mensagem de amor
À noite eu me deito
Então escuto a mensagem no ar
Vagando entre os astros
Nada me move
Nem me faz parar
A não ser a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor
Quando fecho meus olhos....
Posso sentir a maciez de teus lábios,o cheiro de teu corpo,o calor de teus braços,as batidas do teu coração dentro do meu.Só espero que ainda haja tempo para que tudo isso continue sendo um sonho real e não se torne a lembrança de um amor inesquecível.Beijos, muitos beijos ...de seu eterno amor....
A simplicidade de Amar
É tão simples te amar…
porque tu és alguém
que consegue me conquistar
com esse teu jeito meigo,
esta doçura,
esta ternura no olhar.
É tão simples te amar…
amar a tua própria simplicidade,
amar a tua liberdade,
amar o teu desejo de me dominar.
É tão simples te amar…
é tão simples sentir este amor,
sentir a emoção que ele me traz,
sentir o prazer de querer mais,
sentir a falta que ele me faz!
É tão simples te amar…
É tão simples viver este amor,
é tão simples sonhar em te ter
é tão simples acreditar nos sonhos,
é tão simples fazer o sonho acontecer!
É tão simples te amar!
porque tu és alguém
que consegue me conquistar
com esse teu jeito meigo,
esta doçura,
esta ternura no olhar.
É tão simples te amar…
amar a tua própria simplicidade,
amar a tua liberdade,
amar o teu desejo de me dominar.
É tão simples te amar…
é tão simples sentir este amor,
sentir a emoção que ele me traz,
sentir o prazer de querer mais,
sentir a falta que ele me faz!
É tão simples te amar…
É tão simples viver este amor,
é tão simples sonhar em te ter
é tão simples acreditar nos sonhos,
é tão simples fazer o sonho acontecer!
É tão simples te amar!
Quatro Estações
cruzei-me contigo ontem no denso granizo da noite, a dureza do dia transformou secamente o rosto gasto dos silêncios das sombras. lembra-me o teu nome invernoso, negro e pesado, o vicio onde transformei as mãos amarelecidas e secas de tanto fomentar. não grites, já não te ouço, a tua voz é um eco delicioso eterno no silêncio das noites misturadas, a solidão é cega e fria.
falta-me o túnel do sono invencível. entras na companhia do vento inconcusso, um vento indiferente. os dias chegam ausentes, agasalhados nas asas de nuvens cinzentas, desarrumadas de imagens, ninguém corrompeu o sentimento do teu tempo e tu voltas sempre no mesmo dia à mesma hora.
guardo a imagem do sonho turbulento. o sonho que parece ser real, o ranger das portadas de madeira, o fragor dos vidros, onde escuto o crescer da maré, dobrado no arrepio ameaçador do inverno. a insistência em ficares envolvido nos tons cinzentos de olhar ameaçador, afogado nas águas estagnadas. guardo a solidão dos dias que trazes, sem tons, indecisos e repisados.
empurra-me deste frio que desanima e arrefece o corpo, deste inverno que me cansa.
Brinquedos
Nós, que somos espantosamente grandes,
que já não deslizamos pelo gelo desde as duas guerras,
Ou se o fizemos alguma vez, sem querer
Já nos quebramos um ano,
Um dos nossos importantes e duros anos
De gesso...
Oh, nós, os espantosamente grandes
Sentimos por vezes
Que nos faltam os brinquedos.
Temos tudo o que necessitamos,
Mas faltam-nos os brinquedos.
Temos saudades do optimismo
Do coração de algodão das bonecas
E da nossa nau
Com três fieiras de velas,
Que tanto sulcava as águas
Como a terra firme.
Gostaríamos de montar um cavalo de madeira
E que o cavalo relinchasse ao mesmo tempo que a madeira
E que nós lhe disséssemos: 'Leva-nos a algum sítio
Não importa qual,
Porque em qualquer sítio da vida
Propomo-nos levar a cabo
Formidáveis façanhas'.
Oh, quanta falta, por vezes, nos fazem os brinquedos!
Mas nem sequer podemos estar tristes
Por essa razão,
E chorar com toda a alma,
Agarrando a perna da cadeira
Porque somos tão adultos
Que não há ninguém mais velho que nós
Para nos acariciar.
cruzei-me contigo ontem no denso granizo da noite, a dureza do dia transformou secamente o rosto gasto dos silêncios das sombras. lembra-me o teu nome invernoso, negro e pesado, o vicio onde transformei as mãos amarelecidas e secas de tanto fomentar. não grites, já não te ouço, a tua voz é um eco delicioso eterno no silêncio das noites misturadas, a solidão é cega e fria.
falta-me o túnel do sono invencível. entras na companhia do vento inconcusso, um vento indiferente. os dias chegam ausentes, agasalhados nas asas de nuvens cinzentas, desarrumadas de imagens, ninguém corrompeu o sentimento do teu tempo e tu voltas sempre no mesmo dia à mesma hora.
guardo a imagem do sonho turbulento. o sonho que parece ser real, o ranger das portadas de madeira, o fragor dos vidros, onde escuto o crescer da maré, dobrado no arrepio ameaçador do inverno. a insistência em ficares envolvido nos tons cinzentos de olhar ameaçador, afogado nas águas estagnadas. guardo a solidão dos dias que trazes, sem tons, indecisos e repisados.
empurra-me deste frio que desanima e arrefece o corpo, deste inverno que me cansa.
Nós, que somos espantosamente grandes,
que já não deslizamos pelo gelo desde as duas guerras,
Ou se o fizemos alguma vez, sem querer
Já nos quebramos um ano,
Um dos nossos importantes e duros anos
De gesso...
Oh, nós, os espantosamente grandes
Sentimos por vezes
Que nos faltam os brinquedos.
Temos tudo o que necessitamos,
Mas faltam-nos os brinquedos.
Temos saudades do optimismo
Do coração de algodão das bonecas
E da nossa nau
Com três fieiras de velas,
Que tanto sulcava as águas
Como a terra firme.
Gostaríamos de montar um cavalo de madeira
E que o cavalo relinchasse ao mesmo tempo que a madeira
E que nós lhe disséssemos: 'Leva-nos a algum sítio
Não importa qual,
Porque em qualquer sítio da vida
Propomo-nos levar a cabo
Formidáveis façanhas'.
Oh, quanta falta, por vezes, nos fazem os brinquedos!
Mas nem sequer podemos estar tristes
Por essa razão,
E chorar com toda a alma,
Agarrando a perna da cadeira
Porque somos tão adultos
Que não há ninguém mais velho que nós
Para nos acariciar.
a casa
e a casa fecha-se
como uma flor que se gasta
agora
as palavras sobem-na
como raízes
devoradoras
sobre os olhos
entaipados
há esse amor
um vermelho muito alto
tão alto
e a morrer, a morrer
como sangue ao relento
ou livros abandonados
no chão da memória
no desejo
e há um adeus muito triste
um céu antigo
que tudo cobre sem gritar
ternura
é a ternura meu amor
é esta fogueira medonha que se apaga
no coração silencioso
do tempo frio
a casa, amor
o punho fechado do destino
roendo
o que os olhos largaram na rua
o que as mãos pousaram
no coração
para sempre, para sempre, para sempre
Escrever o Outono
Abraçar o cansaço
dos ramos que já não sabem
tecer a própria sombra.
Estancar o olhar,
vê-lo envelhecer como um rio.
Assistir à antiga nudez das árvores
e pensar as folhas caídas
como memórias dolorosas.
Escrever o Outono
e sujar os dedos na sua melancolia.
Dias de espera
faz de conta que o tempo voou. estrangulou o dia, rasgando caminhos confusos da cidade invisível. depois enrosca-te na penumbra, afasta as sombras gravadas misteriosamente e entre insónias de horas perdidas, esquece-me pouco a pouco. desfaz as memórias e vai secando as ideias, encharcadas do perfume acumulado na raiva das minhas veias.
debruça o olhar no presente, abre a janela e engole as luzes das noites. saboreia cada sussurro oculto, nas horas que ouves na grande solidão. adormece na inquietude das paredes brancas, cheias de falsos sonhos, enquanto fugirei de mim silenciosamente. desce de novo os teus olhos, ao fascínio ardente da água teimosa, do mar que nos fez sentir vivos, numa prolongada espera.
é então tempo de caminhar, voar no esquecimento das emoções, partir sem som.
faz de conta que o tempo voou. estrangulou o dia, rasgando caminhos confusos da cidade invisível. depois enrosca-te na penumbra, afasta as sombras gravadas misteriosamente e entre insónias de horas perdidas, esquece-me pouco a pouco. desfaz as memórias e vai secando as ideias, encharcadas do perfume acumulado na raiva das minhas veias.
debruça o olhar no presente, abre a janela e engole as luzes das noites. saboreia cada sussurro oculto, nas horas que ouves na grande solidão. adormece na inquietude das paredes brancas, cheias de falsos sonhos, enquanto fugirei de mim silenciosamente. desce de novo os teus olhos, ao fascínio ardente da água teimosa, do mar que nos fez sentir vivos, numa prolongada espera.
é então tempo de caminhar, voar no esquecimento das emoções, partir sem som.
Passados
não te esqueças de me visitar. traz-me as fotografias de Veneza e aquele poema que me escreveste quando o nosso amor ainda era o que de mais magnífico acontecera nas nossas vidas e no mundo.
havemos de nos sentar nas mesmas cadeiras como se fossem as mesmas manhãs de sábado. havemos de olhar os mesmos telhados, divagar sobre a eternidade dos gestos e jurar comovidamente que as nossas almas se tocaram de uma maneira única e inesquecível.
eu hei-de esconder-te a minha interminável solidão e tu hás-de demonstrar-me, muito inocentemente, nas tuas palavras tão cheias de vida e de juventude, como a morte nos descobre mesmo nos lugares mais altos.
não te esqueças de me visitar. traz-me as fotografias de Veneza e aquele poema que me escreveste quando o nosso amor ainda era o que de mais magnífico acontecera nas nossas vidas e no mundo.
havemos de nos sentar nas mesmas cadeiras como se fossem as mesmas manhãs de sábado. havemos de olhar os mesmos telhados, divagar sobre a eternidade dos gestos e jurar comovidamente que as nossas almas se tocaram de uma maneira única e inesquecível.
eu hei-de esconder-te a minha interminável solidão e tu hás-de demonstrar-me, muito inocentemente, nas tuas palavras tão cheias de vida e de juventude, como a morte nos descobre mesmo nos lugares mais altos.
vaga de fundoPreguiçoso e réptil,náufrago no anoitecer deste Agosto interminável sem sequer uma brisa de mar para me levar à nostalgia.As paredes começam a apodrecer.Sinto ao longe o estrépito inclemente da festa. Gargalhadas e gritos,alguém canta. Também rio. Porque não?Pouco importa gesto. Pouco importa este deserto glutão e ter no que me come até toda a tristeza.
